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terça-feira, 27 de outubro de 2009

auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!


queixa na Delegacia da Mulher

Se havia algo que deixava o delegado Carlos Henrique consternado, era choro de mulher.

Ainda mais quando ela tinha 30 anos, era bonita e sensual.

- Mas o que foi que aconteceu, meu anjo? Conta pra mim.

Maristela - era esse o nome da vítima - fez beicinho:

- Ele me bateu.

Dr. Carlos Henrique trincou os dentes:

- Ele, quem?

- O Jorjão. Sentiu o peito arfar:

- E quem é esse Jorjão?

- É, bem, como eu posso dizer? Ah, deixa pra lá, doutor. Acho melhor não registrar nada.

Dr. Carlos Henrique pousou a mão naquele ombro macio, carnudo:

- Posso lhe dizer uma coisa?

Maristela ficou em silêncio. O delegado insistiu:

- Com toda a experiência?

Ela balançou a cabeça, afirmativamente:

- Pode.

- Se você não denunciar esse patife, ele vai te bater de novo.

Abriu o olho roxo:

- O senhor acha?

- Tenho certeza, meu doce - alisou o hematoma.

- Aliás, vou expedir uma guia para o Instituto Médico-Legal fazer o exame de corpo de delito. Está horrível.

Apesar dos pesares, ela sorriu:

- O senhor ainda não viu nada.

- Ele fez pior ainda?

Maristela pôs a mão na coxa: - Me deu um chute aqui.

- Ficou a marca?

- Uma mancha enorme.

- Entre aqui no meu gabinete que eu quero ver.

- Então, feche a porta, doutor.

Dr. Carlos Henrique deu três voltas com a chave e mais quatro com o ferrolho. Tapou o buraco da fechadura com uma fita adesiva:

- Assim está bom?

- Ótimo. Agora, ligue o ar e prepare uma bebida para nós dois.

- Vinho?

Maristela mordeu o lábio ferido e exigiu:

- Se tiver uísque, eu prefiro.

- Tenho sempre um litro guardado para essas emergências, meu anjo. Puro ou com gelo?

- Puro.

O delegado serviu duas doses. Maristela pegou a sua e bebeu tudo em apenas três goles. Estalou os beiços:

- Vou tirar a roupa.

- Mostra tudo, meu doce.. Quero ver todos os hematomas.

- Apaga aquela luz ali. Deixa só a do corredor.

Dr. Carlos Henrique estava arrepiado:

- Isto aqui tá parecendo estúdio da Playboy. Tira tudo meu anjo, tira..

- Tô tirando. Pronto.

O delegado, nervoso:

- Preciso acender. Quero ver de perto para poder descrever nos autos.

Êpaaaa!!!

- O que foi doutor?

- Você é homem, cara!

- É com isso que o Jorjão não se conforma...

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